Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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sábado, 28 de dezembro de 2013

A Triunfante Providência de Deus na Vida de um Homem

INTRODUÇÃO

1. Se Deus nos ama, por que sofremos? Por que coisas boas acontecem com pessoas más e por que coisas más acontecem com pessoas boas? Por que pessoas cujos pés são formosos têm que pisar estradas crivadas de espinhos e aqueles que semeiam a violência pisam tapetes aveludados?

2. A doutrina da providência divina nos mostra que Deus é soberano e que ele está no controle absoluto de todas as coisas e que ele não disperdiça sofrimento, e que as provas pelas quais passamos são inevitáveis, variadas, passageiras e pedagógicas, mas todas elas são trabalhadas por Deus para o nosso bem final.

3. O nosso Deus ainda continua transformando vales em mananciais, desertos em pomares, noites escuras em manhãs cheias de luz, vidas esmagadas pelo sofrimento em troféus da sua generosa graça.

4. A vida de José uma das mais lindas histórias da Bíblia. Ele foi um homem fiel aos seus pais, aos seus superiores e fiel a Deus. Ele foi fiel na adversidade e na prosperidade. Ele viu Deus transformando suas tragédias em triunfo. Ele foi o mais próximo tipo de Cristo na Bíblia: 1) Amado pelo pai e invejado pelos irmãos; 2) Vendido por vinte moedas de prata; 3) Desceu ao Egito em tempos de prova; 4) Perseguido injustamente; 5) Abandonado pelo amigo; 6) Exaltado depois da aflição; 7) Salvador do seu povo.

5. A vida de José nos ensina algumas lições preciosas:

I. A PRESENÇA DE DEUS CONOSCO

Deus não nos livra dos problemas, mas está conosco nos problemas – v. 9

1. José enfrentou a dor do desprezo de seus irmãos

• Os sonhos de José foram o pesadelo de seus irmãos. Eles se encheram de ódio porque Deus enchia o coração de José de gloriosos sonhos.

• Por ser amado do pai e viver uma vida íntegra, seus irmãos passaram a ter inveja dele. Em vez de imitar as virtudes de José, desejam destruir José.

• José sofreu o boicote de seus irmãos que não falavam mais pacificamente com ele (Gn 37:4).

• José sofreu o ódio dos irmãos (Gn 37:4,8).

• José sofreu a traição e a conspiração dos seus irmãos (Gn 37:18).

• José sofreu o desdém dos seus irmãos (Gn 37:19,25).

2. José enfrentou a dor do abandono

• José foi jogado no fundo de um poço. Seus irmãos o abandonaram e o mataram no coração (Gn 37:20-22).

• Eles taparam os ouvidos ao clamor de José do fundo da cova (Gn 42:21). Ele foi rejeitado por aqueles que mais deviam amá-lo.

3. José enfrentou a dor de sentir-se um objeto descartável

• José foi vendido como escravo pelos seus próprios irmãos (Gn 37:27-28). Ele foi tratado como mercadoria descartável. Ele foi arrancado brutalmente do seu lar, dos braços do seu pai, da sua terra. Sua vida foi amassada, sua dignidade foi pisada.

• José foi vítima da mentira criminosa de seus irmãos que levou Jacó a desistir de procurá-lo (Gn 37:31,34).

 José foi vítima de uma consolação falsa de seus irmãos a Jacó que tentou levar Jacó a esquecer-se de José (Gn 37:35).

4. José enfrentou a dor de viver sem identidade

• José agora é um adolescente amado pelo pai, traído pelos irmãos, vendido como escravo para um país estrangeiro. Ele sentiu-se menos do que gente, objeto, mercadoria. Se não fossem seus sonhos, ficaria marcado para o resto da vida.

• José foi para o Egito sem nome, sem honra, sem dignidade pessoal, sem direitos, sem raízes. No Egito é revendido. É colocado no balcão, na vitrine. É apenas mão-de-obra, máquina de serviço, mercadoria humana.

5. José enfrentou a dor da sedução sexual

• José poderia ter várias razões para justificar a sua queda moral.

a) Ele era um adolescente (Gn 39:2) – Os psicólogos diriam: esse é o tempo da auto-afirmação. Os médicos diriam: esse é o tempo da explosão dos hormônios. Os jovens diriam: ele precisa provar que é homem. Ele poderia dizer: o apelo foi irresistível.

b) Ele era forte e bonito (Gn 39:6) – Ele era um jovem belo, inteligente, meigo, personalidade de líder.

c) Ele estava longe da família (Gn 39:1) – Não tinha ninguém por perto para vigiá-lo.

d) Ele era escravo (Gn 39:1) – Afinal de contas era a sua própria patroa que o seduzia. Ele podia pensar: “um escravo só tem que obedecer”.

e) Ele foi tentado diariamente (Gn 39:7,10) – Não foi ele quem procurou. Foi a mulher que lhe disse todos os dias: “Deita-te comigo”. Ele agiu de forma diferente de Sansão que não resistiu a tentação.

f) Ele foi agarrado (Gn 39:11-12) – Ele podia dizer: “Eu fiz o que estava em meu alcance. Se eu não cedesse, o escândalo seria maior.”
• José preferiu estar na prisão com a consciência limpa, do que estar em liberdade na cama da patroa com a consciência culpada. Ele perdeu a liberdade, mas não a dignidade. Ele resistiu o pecado até o sangue.

• José manteve-se firme por entender a presença de Deus na sua vida (Gn 39:2-3), a bênção de Deus em sua vida (Gn 39:5). Também por entender que o adultério é maldade contra o cônjuge traído (Gn 39:9) e um grave pecado contra Deus (Gn 39:9).

6. José suportou a dor da demora de Deus

• José foi injustiçado na sua casa
• José foi injustiçado no seu trabalho
• José foi injustiçado na prisão

• Passaram-se 13 anos até que ele fosse recompensado. Você pode imaginar o que viver em fidelidade tanto tempo até Deus reverter a situação.

• William Cowper, o brilhante poeta inglês escreveu: “Por trás de uma providência carrancuda, esconde-se a face sorridente de Deus”

a) John Bunyam – 14 anos presos em Bedford por pregar. Via das grades da prisão, sua primogênita cega e isso lhe cortava o coração. Mas na prisão, ele escreveu o livro mais lido no mundo depois da Bíblia “O Peregrino”.

• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – A presença de Deus é real, embora não vista; a presença de Deus é constante, embora nem sempre sentida; a presença de Deus é restauradora, embora nem sempre reconhecida.

• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – Há um plano perfeito sendo traçado no andar de cima. Deus está no controle. Ele está vendo o fim da história. Ele vai tecendo os fios da história de acordo com o seu sábio propósito. Os dramas da nossa vida não apanham Deus de surpresa. Os imprevistos dos homens não frustram os desígnios de Deus. Deus já havia anunciado a Abraão que sua descendência estaria no Egito. Deus estava usando o infortúnio para cumprir os seus gloriosos propósitos.

• MAS DEUS ESTAVA COM ELE – Deus jamais desampara os que confiam nele. Ele não nos poupa dos problemas, mas caminha conosco nos problemas. 1) Quando passamos pelo vale da sombra da morte, ele vai conosco; 2) Quando passamos pelas ondas, rios, fogo – ele vai conosco; 3) Quando os amigos de Daniel estavam na fornalha, o quarto homem estava com eles; 4) Jesus prometeu estar conosco sempre, todos os dias da nossa vida, até a consumação dos séculos.

II. A INTERVENÇÃO DE DEUS POR NÓS

Deus não nos livra de sermos humilhados, mas nos exalta em tempo oportuno – v. 10

1. José foi humilhado por ser fiel

• Ele foi humilhado em sua família. Foi humilhado pela patroa. Foi humilhado pelo copeiro de Faraó na prisão. Foi humilhado durante treze anos por não transigir com os absolutos de Deus na sua vida.

2. Deus trabalhou na vida de José, dando-lhe três coisas

a) Consolação em seus problemas (v. 9) – Deus estava com ele em seus problemas.
b) Libertação de seus problemas (v. 10) – Deus não o livoru de ter problemas, mas livrou-o de ser engolido pelos problemas.
c) Promoção depois de seus problemas (v. 10,11) – Ele foi exaltado depois de ser provado e humilhado.

3. Deus exaltou José depois da humilhação

a) Deus o livrou de todas as suas aflições – Vida cristã não é ausência de aflição, mas livramento nas aflições.

b) Deus lhe deu graça a sabedoria – Para entender o que ninguém entendia. Para ver o que ninguém via. Para discernir o que ninguém compreendia. Para trazer soluções a problemas que ninguém previa.

c) Deus o galardoou e lhe fez instrumento de bênção para os outros – Deus usou os seus irmãos para colocá-lo no caminho da providência e usou José para salvar a vida dos seus irmãos. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. José foi o instrumento que Deus levantou para salvar o mundo da fome e da morte.

d) Gênesis 49:22 – Jacó sintetizou a bênção de Deus sobre José dizendo: “José é ramo frutífero junto a fonte, ramo que se estende sobre os muros”.

III. A GRAÇA DE DEUS ATRAVÉS DE NÓS

Deus não nos poupa de sofrermos injustiças, mas nos dá poder para triunfar sobre elas através do perdão – v. 11-16

1. José foi injustiçado pelos seus irmãos, mas compreendeu que eles estavam sendo apenas instrumentos da providência divina em sua vida


a) Gênesis 45:5 – “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós”.

b) Gênesis 45:8 – “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito”.

c) Gênesis 50:20 – Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”.

2. José decide perdoar os seus irmãos em vez de vingá-los

• José resolveu pagar o mal com o bem. Perdoar é restaurar, é cancelar a dívida, é não cobrar mais. É deixar o outro livre e ficar livre. Perdoar é oferecer ao ofensor o seu melhor. O perdão oferece cura para os ofensores e ofendidos.

• José deu várias provas do seu perdão:
a) Deu o nome de Manassés ao seu primeiro filho, cujo significado é perdão (Gn 41:51).
b) Deu a melhor terra do Egito para os seus irmãos (Gn 45:18,20)
c) Sustenta seus irmãos e seu pai (Gn 47:11,12)
d) Pagou o mal com o bem (Gn 50:19-21).

CONCLUSÃO

• Da vida de José aprendemos duas grandes lições

1. O caráter ondulatório da vida

• A vida de José foi tecida pelas marcas da exaltação e humilhação. Altos e baixos. A nossa vida também é ondulatória: luz e sombras, alegrias e choro, festa e luto, saúde e doença, perdas e ganhos, celebração e lamento, dias claros e dias tenebrosos, esperança e medo, alívio e dor.

2. A providência triufante de Deus

• O plano de Deus é perfeito. Ele já nos destinou para a glória. Não importa quão estreito seja o caminho, quão cheio de espinhos seja a estrada, ou quão furiosos sejam os inimigos que nos espreitam, nossa chega é certa e nossa vitória é segura.

• Os infortúnios humanos não frustram os planos divinos. Portanto, devemos aprender as seguintes lições:
a) Esteja preparo para mudanças circunstanciais na vida;
b) Não transija com os valores absolutos, mesmo quando as provas forem terrivelmente opressoras;
c) Confie em Deus quando as coisas estiverem no seu pior estágio. Espere e confie. A tempestade vai passar. O sol vai voltar a brilhar;
d) Saiba que Deus tem grandes propósitos em vista na sua vida e esta história ainda não acabou.
| Autor:  Hernandes Dias Lopes 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Por que o Natal teve de acontecer?

 Qual a relação do Natal com a manjedoura, a cruz e a coroa?

A catástrofe original

Nosso mundo é açoitado por catástrofes freqüentes. O tsunami de dezembro de 2004 matou 230 mil pessoas. O naufrágio do Titanic custou a vida de 1.522 passageiros. A Segunda Guerra Mundial deixou 50 milhões de mortos. Mas a mãe de todas as catástrofes foi a queda em pecado no jardim do Éden. Ela é a causa de todas as catástrofes que em algum momento atingiram a terra. O pecado trouxe a separação entre o homem e Deus. Sem Deus, porém, o homem é engolfado pelo redemoinho da perdição eterna. Se Deus permitisse que um único pecado entrasse no céu, o sofrimento e a morte também entrariam, e Ele não quer isso.
O coração de Deus se parte vendo os homens, que Ele criou para Si e que ama, afastarem-se dEle. Com esse afastamento eles trazem a morte para si. Dizemos, brincando: “Só a morte não tem remédio”. Deus, porém, tem o remédio!

A solução de Deus – Ele enviou Seu Filho

No jardim do Éden Deus já tinha um plano para a nossa salvação e o anunciou de antemão, ainda que de maneira cifrada, logo depois da queda em pecado: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Uma infinda cadeia de declarações proféticas apontava sempre para o Salvador que viria, por exemplo:
  • Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete” (Nm 24.17).
  • E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
A cruz demarca o fim de todas as tentativas humanas de auto-salvação. Por isso, Jesus podia proclamar de forma tão exclusivista: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).
O último anúncio da vinda do Salvador prometido foi feito por um anjo que revelou a José o nascimento e o nome do bebê celestial: “...Maria, tua mulher... dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.20-21).
No decorrer da História, muitas pessoas passaram pelo palco do mundo, pessoas de renome e fama, reis e imperadores, poetas e filósofos, gurus e mágicos, bons e maus. Mas jamais o mundo tinha visto Deus no meio dos homens – até que se fez o Natal. O bebê na manjedoura não é um deus como o imaginavam os gregos, habitando o Olimpo, ou os germanos, o Walhalla. Ele é o único que pôde dizer: Eu sou o Criador, e por meio de mim tudo foi feito e criado (Jo 1.1,3), “Eu sou a verdade” (Jo 14.6), “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.11), “Eu sou a porta [para o céu]” (Jo 10.7).
Como Ele veio ao mundo? Chegou com trombetas e fanfarras? Acompanhado das miríades celestiais? Não! Deus escolheu Maria, uma mulher ainda não desposada em Israel, que achou graça diante dEle, para trazer ao mundo o Filho de Deus. Com isso Ele também surpreendeu os judeus, que recordavam o que a profecia dizia sobre seu Messias: “eis aí te vem o teu Rei” (Zc 9.9). “esmiuçará e consumirá todos estes reinos” (Dn 2.44). Por isso, não esperavam um bebê na manjedoura, mas um rei! Um rei com manifestação triunfal de líder poderoso, enxotando os romanos de Israel, estabelecendo sua residência em Jerusalém e nomeando os escribas e fariseus como seus ministros.
Mas Jesus não veio assim, e por isso os judeus O rejeitaram. Não haviam reparado em passagens das Escrituras que diziam que Ele tinha de vir primeiro como um bebê: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). E é desse único Homem que depende nossa eternidade – no céu ou no inferno. Toda a vida, todo o ministério do Messias pode ser simbolizado por três objetos:
  • Manjedoura (representa a vinda de Jesus ao mundo).
  • Cruz (representa nossa salvação, que Jesus consumou na cruz).
  • Coroa (simboliza a coroa de Jesus quando voltar como Rei).
Não há cruz sem manjedoura! Não há coroa sem cruz! E sem manjedoura e sem cruz não há céu para nós! Por isso, antes de tudo, foi preciso que houvesse o Natal.

Por que a cruz incomoda

Críticos da fé cristã sempre perguntam: “Por que essa morte brutal na cruz? No Cristianismo tudo gira em torno de um instrumento de execução. Deus não poderia ter escolhido um caminho mais suave para resolver as coisas conosco? Por que o caminho da expiação foi pavimentado com morte, dor, lágrimas e sofrimento? Não poderia ter sido de forma mais agradável, mais estética e estilosa? Deus não poderia simplesmente fechar um olho diante das nossas insuficiências humanas?”.
Todos esses “por quês?” não fazem sentido, pois minimizam o pecado. Minimizar o pecado parece ser a doença de nossa época. Só a cruz soluciona o problema do pecado. Só na cruz podemos achar o que não encontramos em nenhum livro de filósofos ou pensadores:
  • A cruz nos mostra como é grande o abismo que o pecado criou entre os homens e Deus. Esse abismo de separação é tão imensuravelmente gigantesco que conduz ao próprio inferno (Mt 5.29).
  • A cruz nos fornece uma idéia realista do quanto Deus foi longe em Seu amor para resolver a questão do nosso pecado. Ele chegou ao ponto de separar-se dAquele que mais amava, Seu único Filho.
  • A cruz de Jesus é a maior humilhação de Deus. O Criador do Universo e de toda a vida não se defende e deixa que O executem como malfeitor. Que alto preço pelo nosso pecado! Mas assim Jesus pode convidar cada pecador a vir a Ele: “o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). O inverso também é válido: quem não vem está perdido, perdido para sempre!
  • A cruz demarca o fim de todas as tentativas humanas de auto-salvação. Por isso, Jesus podia proclamar de forma tão exclusivista: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Diante da cruz todas as religiões são meras miragens no deserto da existência humana.
A mensagem do Natal, juntamente com a mensagem da cruz, é uma proclamação de salvação única e sem igual: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mt 18.11).

Ele voltará

Jesus virá a este mundo uma segunda vez. Não mais como criança, mas como Rei, Juiz e Regente mundial. Em Mateus 24.30, Ele predisse esse evento: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens, com poder e muita glória”.
Que grande motivo de alegria! O Criador do mundo virá! Mas, por que está escrito: “Eis que vem com nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele...” (Ap 1.7)? Por que clamarão: “e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro” (Ap 6.16)? A resposta é simples: porque muitos tiveram tempo, ouviram de Jesus e da necessidade de aceitá-lO, mas disseram não! E então estarão perdidos e não poderão desfazer suas decisões. Quando Jesus vier como Juiz, será definitivamente tarde demais! Por isso os homens clamarão e chorarão.
Que grande motivo de alegria! O Criador do mundo virá!
A maioria das pessoas segue por caminhos onde Jesus não está. É impressionante a criatividade na hora de elaborar sendas próprias bem longe de Jesus. Por exemplo, a atriz Shirley MacLaine, que vive numa fazenda com seu cão, disse: “Com meu cachorro Terry tenho um deus próprio a meu lado – ele é a reencarnação do deus egípcio Anubis, que tem a forma de um cão. Isso parece esquisito, mas Terry e eu já vivemos pelos menos uma vida juntos no antigo Egito. Ele como um deus-animal e eu como princesa. Agora a vida nos reuniu mais uma vez”.
Jesus voltará visivelmente: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”, escreve João em Apocalipse 1.7. Neil Armstrong foi o primeiro homem a colocar seus pés no solo da Lua em 20 de julho de 1969, e 500 milhões de pessoas assistiram esse evento pela televisão. Lady Diana da Inglaterra perdeu a vida em um acidente de carro, e no dia 6 de setembro de 1997, quando ocorreu o até então maior funeral de todos os tempos, a cerimônia foi acompanhada por 2,5 bilhões de pessoas – 40% da população mundial! Por isso seu enterro entrou na História como o primeiro funeral globalizado.
Mas para que todos vejam a vinda de Cristo não serão necessárias câmaras de filmagem. Todas as pessoas verão ao vivo esse maior acontecimento da História mundial. Jesus será visto por todos. Não apenas pela população mundial viva na ocasião, mas por todas as gerações de todos os tempos. Todos os leitores deste artigo também estarão presenciando o evento. E nesse momento apenas uma única questão estará em pauta: De que grupo farei parte? Dos salvos ou dos perdidos?
Jesus voltará repentinamente: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.27). Ele será visto simultaneamente por todo o mundo. Em que hora do dia? Encontramos a resposta em Lucas 17.34: “Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro.” Seria de noite? Adiante, lemos: “Dois estarão no campo [atividade diurna]; um será tomado, e o outro, deixado” (Lc 17.36). Desconheço se Cristóvão Colombo, o descobridor das Américas, sabia da existência dessa passagem. Mas, a partir dela, poderia ter deduzido que, se a volta de Cristo acontecer em um único momento para o mundo todo, e se a Bíblia descreve esse momento como acontecendo de dia e de noite, isso é possível apenas sobre uma esfera. Portanto, posso navegar para o Oeste e mesmo assim chegarei ao Leste. É curioso observar que o evangelista Lucas registrou essas palavras numa época em que as pessoas não tinham a menor idéia de que a terra era redonda.
Esses versículos mostram mais um aspecto significativo. Na volta de Cristo haverá uma divisão entre os homens, a diferenciação entre aceitos e rejeitados. E esse é o maior problema da humanidade. Só uma questão é relevante: fazer parte dos salvos ou dos perdidos.

Você já decidiu?

Deus criou cada homem com personalidade individual que dispõe de uma vontade livre. Isso nos diferencia e eleva nitidamente acima dos animais. A vontade livre permite ambos – afastar-nos de Deus ou nos aproximar dEle. Em Cristo, Deus fez todo o necessário para nos mostrar o caminho para o reino dos céus. Mesmo assim, a Bíblia alerta e ensina de forma muito enfática que nem todos seguem pelo caminho da salvação. O que Deus poderia fazer nesse caso? Se Ele nos tirasse a vontade livre, iria privar-nos de nossa personalidade; seríamos máquinas, fantoches ou robôs que apenas realizam um programa pré-determinado. Porém, tanto aqui como no além a vontade livre representa parte integrante da personalidade. Assim, é da nossa escolha que depende nosso paradeiro eterno.
Será que nos preparamos para esse dia que certamente virá? Na parábola das dez virgens, o Senhor Jesus nos exorta a estarmos preparados. Existe um aspecto nessa parábola que chama nossa atenção de forma especial: todas as dez eram “crentes”, todas elas acreditavam que as bodas iriam acontecer, todas estavam convictas de que o casamento seria um fato. Mesmo assim, não agiram segundo suas convicções. Apenas cinco alcançaram o alvo. Às não-preparadas Jesus disse: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt 25.12). Com isso, perderam toda a eternidade. Aconteceu aquilo que Heinrich Kemner disse certa vez: “Podemos ir para o inferno dormindo”. De Hermann Bezzel vem a forte advertência: “Podemos gastar totalmente os bancos da igreja e mesmo assim nos perder eternamente.” “Crentes” que apenas admitem fatos, mas não os vinculam à sua vida pessoal, colocam em jogo sua vida eterna.

Todos os três ou nenhum

Todos os anos, muitos gostam de celebrar o menino Jesus na manjedoura. Para muitos, seu cristianismo pára por aí. Mas os três objetos que mencionei são inseparáveis. Jesus significa a manjedoura em Sua encarnação, a cruz de Seus sofrimentos e a ressurreição, mas também a coroa de Seu reinado, que será revelada a todos quando voltar. Esse foi, desde o princípio, o plano divino de salvação da grande catástrofe original deste mundo. A última catástrofe que os homens sem Jesus experimentarão será o inferno. Infelizmente, esse cataclismo custará mais vidas que todas as catástrofes da História somadas, e essa morte durará para todo o sempre! No Natal, e não somente no Natal, Deus pergunta-nos pessoalmente se queremos aceitar o pacote todo, o presente divino que inclui manjedoura, cruz e coroa. Diga sim a esse presente, aceite o perdão dos seus pecados através de Jesus Cristo e firme seu compromisso com Deus fazendo uma oração sincera.

 (Werner Gitt) 

domingo, 8 de dezembro de 2013

As Sete Formas de Deus Falar

Tema: REVELAÇÃO DE DEUS

Hebreus 1.1,2

Introdução:
Deus em sua infinita bondade sempre se revelou à humanidade. Cremos em um Deus que fala conosco e com sua palavra criou todas as coisas (Hebreus 11.3 e Gênesis 1.3). Contudo Deus em sua multiforme graça (I Pedro 4.10) fala de muitas maneiras.

Quando Deus criou o homem e a mulher o Senhor ia todos os dias conversar com eles à tarde (Gênesis 3.8), mas um dia o Senhor chamou Adão e Eva e eles não responderam. Estavam escondidos com vergonha de Deus. A partir daí eles foram lançados fora da presença de Deus e por isso o Senhor não falou mais com o homem, até que com o passar dos tempos Deus foi se revelando novamente a homens que buscavam sua presença e falava com eles. Mas principalmente na história bíblica no Antigo Testamento observamos que o Senhor falava com uma pessoa de cada vez.

Sem dúvida, a revelação suprema e a maneira plena, clara e definitiva em que Deus falou, foi através de Jesus Cristo que é a Sua própria presença sobre a terra. Hoje temos o Espírito Santo de Deus que fala em nós, por meio de nós.

Como Deus fala?

Vamos refletir algumas circunstâncias ou formas de Deus falar conosco:

1ª - A NATUREZA – Salmos 19.1

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.

Deus criou a natureza e a usa para falar com a humanidade. Em diversas situações Deus usou elementos da natureza para falar com a humanidade como por exemplo: o Dilúvio onde a chuva foi a manifestação da palavra de Deus anunciada a Noé: Gênesis 7.17; a Sarça Ardente de onde o Senhor chamou a Moisés: Êxodo 3.2; a lã que Gideão pediu para Deus mostrar o sinal de seu chamado: Juízes 6.36-38; o vento suave onde Deus falou com Elias: I Reis 19.11,12; a estrela que anunciou onde estava Jesus aos magos: Mateus 2.10; o barro do oleiro para ministrar a Jeremias:  Jeremias 18.1-6; a mula falou com Balaão:  Números 22.23-29; a pomba que desceu sobre Jesus como símbolo do Espírito Santo: Mateus 3.16 e outros muitos exemplos que poderiam ser lembrados.
Deus fala através da natureza!

2ª - ANJOS – Hebreus 1.13,14

Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Com o tempo, Deus sentiu a necessidade de enviar mensageiros à terra para falar com o ser humano. A palavra anjo significa mensageiro.

Embora se pinte muito os anjos com semblante infantil, certamente eles são guerreiros de Deus para defende e cuidar dos servos do Senhor. A manifestação de anjos muito abundante no Antigo Testamento era para levar um recado específico de Deus para a salvação de seu povo e nunca para interesses individuais.

Algumas ocasiões onde a palavra ANJO DO SENHOR aparece em letras maiúsculas na Bíblia é por que é a própria presença de Deus se manifestando para falar.

Vejamos alguns exemplos em que Deus mandou anjos para falar com pessoas: Abraão para anunciar o livramento de Isaque (Gênesis 22.11,15); Ló para retirá-los de Sodoma (Gênesis 19.1,15); Jacó quando lutou com o Anjo do Senhor no Vau de Jaboque (Gênesis 32.24) e viu um exército de anjos em Maanaim (Gênesis 32.1,2); Gideão quando o Anjo de Deus recebeu o seu holocausto e tocou sobre o sacrifício que incendiou como sinal de que Deus recebera a oferta (Juízes 6.20-22); Hagar quando estava no deserto o anjo de Deus lhe falou (Gênesis 21.17), Zacarias o sacerdote quando estava no santuário lhe apareceu um anjo anunciando o nascimento de João Batista (Lucas 1.13-18); Davi viu o anjo de Deus com a espada na mão (I Crônicas 21.16,17); Isaías viu os serafins no templo e um dos serafins pegou a brasa de fogo e lhe tocou nos lábios (Isaías 6.2,6); Ezequiel teve a visão dos querubins (Ezequiel 1); Daniel viu e falou com anjos muitas vezes e quando foi lançado na cova dos leões Deus mandou seu anjo para fechar a boca dos leões (Daniel 6.22); Jesus foi confortado por anjos no deserto quando foi tentado (Mateus 4.11) e quando estava no Getsêmani orando (Lucas 22.43); Às mulheres no túmulo de Jesus os anjos anunciaram a ressurreição de Jesus (Mateus 28.5); Maria para anunciar o nascimento de Jesus (Lucas 1.18); aos pastores anunciando o nascimento de Jesus (Lucas 2.8-15).

Talvez você se pergunte se na Nova Aliança ou nos dias de hoje Deus ainda usa anjos para falar. Sim Ele usa anjos até hoje quando quer. Mas nós temos a presença do Espírito Santo em nossos corações que é maior do que anjos ou qualquer outra coisa. O apóstolo Paulo disse que se até um anjo vier e falar diferente do evangelho devemos recusar (Gálatas 1.8) e tomar muito cuidado com ilusões, pois “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11.14).
Deus fala através dos anjos!

3ª - SONHOS e VISÕES– Jeremias 23.28

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Os sonhos que temos enquanto dormimos sempre é motivo de preocupação quanto ao seu significado assim que acordamos. Realmente os sonhos muitas vezes são uma forma de Deus falar conosco nos preparando ou avisando do perigo. Para entender isso é preciso ter uma sensibilidade para discernir as coisas espirituais (I Coríntios 2.13,14).

Quando o sonho é apenas uma imaginação fruto do cansaço e do sono pesado ou de preocupações preexistentes, falamos que é apenas um sonho natural que logo você já esquece. Porém quando o sonho noturno é algo maior do que nossa imaginação e externo, ou seja, você tem certeza que não estava pensando naquilo antes e veio à sua mente, então chamamos este sonho de uma visão espiritual.

Algumas características do sonho ou visão espiritual é que te incomoda profundamente, você não se esquece o que viu e também a nitidez dos detalhes.

Alguns personagens da Bíblia que tiveram experiências com Deus falando através de sonhos foram: José no Egito que interpretava sonhos e sonhou com o sol, a luz e onze estrelas significando que governaria sobre sua família (Gênesis 37.9); Jacó sonhou com uma escada onde os anjos de Deus subiam e desciam e ali edificou um altar chamado Betel ou casa de Deus (Gênesis 28.12); Paulo sonhou com um jovem macedônio pedindo ajuda e entendeu que Deus estava lhe chamando para pregar o evangelho na macedônia (Atos 16.9); Cornélio sonhou com animais num lençol para compreender que não havia diferença entre pessoas ou entre alimentos puros e impuros (Atos 10.3); o profeta Daniel interpretava sonhos e interpretou a visão do rei Nabucodonosor sobre os impérios mundiais e o fim do governo humano (Daniel 5.12).

Deus deixou bem claro para Jeremias (23.28) que o sonho comum deve ser falado apenas como sonho e a visão dada por Deus deve ser dita como palavra do Senhor. Além disso, não precisamos ajudar a Deus criando sonos e visões, pois Ele manda “fale a minha palavra com verdade”.

Deus fala através de sonhos!

4ª - PROVAÇÕES – Isaías 8.6,7

Em vista de este povo ter desprezado as águas de Siloé, que correm brandamente, e se estar derretendo de medo diante de Rezim e do filho de Remalias, eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do Eufrates, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; águas que encherão o leito dos rios e transbordarão por todas as suas ribanceiras.

As provações são outra forma de Deus falar. Muitas vezes o Senhor vem falando e não ouvimos então, através de uma enfermidade ou luta Deus fala claramente conosco (Jó 33.14-19).

Em muitos momentos na história do povo de Deus o Senhor falava e o povo não ouvia então mandava uma provação para que se humilhassem e ouvissem a voz de Deus.

Foi assim quando o povo de Deus estava com medo de Rezim e Deus mandou o rei da Assíria para castigá-los. Deus comparou os dois reis com as águas de Siloé que parece ser um tanque com as águas do rio Eufrates, o maior rio conhecido da época. Muitas vezes estamos em águas tranqüilas e reclamamos, por isso vêm às águas bravas para que possamos clamar por socorro ao Senhor.

Alguns exemplos de pessoas que tiveram que passar por provações para ouvir a Deus foram: o povo de Israel no tempo dos Juízes, quando prosperavam deixavam a Deus e quando sofriam buscavam ao Senhor que levantava um juiz para os defender (Juízes 2.18,19) isso acontecia sucessivamente; Jonas fugiu do Senhor para não obedecer ao chamado de Deus e passou por uma tempestade que foi lançado no mar sendo engolido por um enorme peixe então orou a Deus dentro do ventre do grande peixe e Deus lhe ouviu e mandou o peixe vomitá-lo(Jonas 2.1); Davi havia pecado ao adulterar com Bete-Seba, tramando a morte de seu esposo Urias e mesmo assim não se arrependeu até que o filho que teve com Bete-Seba morreu e ele entendeu que havia pecado (II Samuel 12.18); o rei Nabucodonosor era orgulhoso e se achava um deus mandando as pessoas adorá-lo e se prostar à sua imagem então teve que passar sete anos pastando como animal para então se converter e reconhecer que havia Deus e ele era apenas humano (Daniel 4.33); Pedro quis andar sobre as águas mas ao olhar para as ondas e o vento forte começou a afundar na água e Jesus o segurou pela mão (Mateus 14.28-31); e também Pedro após negar Jesus, o galo cantou e ele chorou de arrependimento (Marcos 14.72).

Muitas vezes o homem prospera e se envaidece esquecendo-se do Senhor, então volta em lágrimas para perto de Deus. Creio que o Senhor prefere nos ver chorando junto com Ele do que rindo longe de sua presença.

Deus fala através das provações!

5ª - A BÍBLIA – Hebreus 4.12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

Sem dúvida a Bíblia é a Palavra de Deus. Não apenas contém, mas é a própria e pura revelação da voz do Senhor para nós. Durante séculos a Palavra de Deus foi revelada e os servos do Senhor a registravam e guardavam com amor. Ela demorou 1.500 anos para ser escrita por cerca de 40 pessoas diferentes, em tempos e lugares diferentes nos idiomas hebraico, aramaico e grego. Devemos dar valor à Bíblia que temos em mãos, pois com muito esforço ela foi preparada para comunicar a vontade de Deus para nós. Por isso não podemos falar que a Palavra de Deus está longe, pois está “perto de ti na tua boca e no teu coração” (Romanos 10.6-8).

Na própria Bíblia vemos que ela foi inspirada por Deus (II Timóteo 3.16). Deus falou com Moisés e escreveu a lei (Êxodo 6.2); Deus falava com os profetas e eles escreviam (I Pedro 1.20,21); Jesus leu as Escrituras no templo (Lucas 4.16,17), mandou que examinássemos a Bíblia (João 5.39) e falou das Escrituras no caminho de Emaús (Lucas 24.27 e 32).

Deus fala através da Bíblia!

6ª – ESPÍRITO SANTO – Isaías 30.21

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.

O Espírito Santo é a própria presença de Deus dentro do nosso coração hoje falando em nosso íntimo todo o dia nos lembrando das palavras de Jesus (João 14.26) e nos ensinando o que precisamos saber para vencer. Além disso o Espírito Santo é nosso conselheiro e consolador em momentos que sofremos (João 14.16).

Na Bíblia vemos os exemplos de pessoas a quem o Espírito Santo se revelou como: Sansão que recebia força sobrenatural do Espírito de Deus para vencer e defender o povo de Deus (Juízes 14.6); Eliseu recebeu porção dobrada do Espírito Santo quando Elias foi levado aos céus (II Reis 2.9); a Igreja primitiva recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes em línguas de fogo sobre a cabeça dos crentes (Atos 2.1-4); Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo tramando que teriam dado uma oferta maior para aparecer na igreja e morreram condenados por seu pecado (Atos 5.1-10).

Além disso, o Espírito Santo nos concede dons espirituais para falar conosco (I Coríntios 12.1-9) os frutos do Espírito para ministrar em nossas vidas (Gálatas 5.22,23) e principalmente o amor (I Coríntios 13) que é o dom supremo, pois o próprio Deus é amor (I João 4.8).

Deus fala através do Espírito Santo!

7ª – Deus usa você! - Isaías 6.8

Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

Esta pergunta é permanente. Deus já se manifestou em muitas maneiras, já usou a natureza, sonhos, temos a Bíblia, o Espírito Santo e até os anjos quiseram anunciar a Palavra de Deus, mas o Senhor não o permitiu (I Pedro 1.12) por que estava reservado para nós este serviço de ser a presença de Deus andando na terra.

Hoje nós somos o Corpo de Cristo (I Coríntios 12.27), ou seja, somos a mão, os pés e a voz do Senhor na terra para manifestar a vontade Daquele que é o nosso Cabeça: Cristo (Efésios 4.15).

Como podemos ser instrumento para Deus falar com outras pessoas através de nós?

Através de simples gestos como o estender a mão ao próximo, entregar um folheto, ajudar um cego ou idoso, interceder por alguém, visitar um enfermo compartilhar o que tem, dizer palavras de conforto e até um bom dia pode ser uma forma de mostrar a presença de Deus em sua vida e comunicar esperança a quem precisa.

Jesus disse que deveríamos vestir ao nu, alimentar ao faminto, saciar o sedento, visitar ao enfermo e ao prisioneiro (Mateus 25.35-40), cuidar do órfão e da viúva (Tiago 1.27), hospedar pessoas (Hebreus 13.2) e até um copo de água que darmos alguém estaríamos fazendo para Ele mesmo (Mateus 10.42).

Deixe Deus usar sua vida. Ele não apenas quer falar com você, mas também através de você manifestar seu amor ao próximo.

Deus fala através de você!
Deus fala com você e através de você!

CONCLUSÃO: Hebreus 3.15
Deus muitas vezes fala conosco e nós não ouvimos a sua voz por que estamos com o coração duro.

Muitas pessoas hoje buscam de forma fácil ouvir a voz de Deus de maneira imediata. Procuram profetas e revelações. Mas não precisamos disso por que o Senhor quando quer falar com alguém, usa quem quer e o que quer quando quiser. Basta o servo de Deus estar sensível à sua voz.

Vejamos dois exemplos de pessoas que não ouviram a Deus e se enganaram com falsidades no Antigo e Novo Testamento:

Saul pecou contra Deus e o Senhor não falava com ele (I Samuel 16.14) e um espírito mal entrou em Saul, mas ele querendo ouvir a Deus ofereceu um sacrifício sem poder por que ele não era sacerdote (I Samuel 13.9-14) e acabou enganado por uma feiticeira (I Samuel 28.7-21).

Simão o mágico viu os apóstolos cheios do Espírito Santo e quis pagar para receber o dom espiritual então Pedro lhe disse: “vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade” (v.23), pois estava enganado.

Deus não precisa mandar recado, ele pode falar diretamente conosco. Jesus nos avisou que haveria falsos profetas (Mateus 7.15 e 24.11) então precisamos pedir a Deus que fale conosco pessoalmente em nossos corações e da maneira que Ele quiser e quando Ele quiser. Basta estarmos atentos para ouvir a sua voz.

Deixe Deus falar com você e através de você!

          Autor: Pr. Welfany Nolasco Rodrigues                    

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

“Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”


 Lamentações 3.21

            O livro de lamentações foi escrito por Jeremias durante o período triste da historia de Judá quando foi invadida e devastada pelos babilônios que além de destruir os muros e queimar o templo ainda levou consigo os melhores e mais produtivos cidadãos de Judá – O cenário é o mais catastrófico possível – as cenas de horror e de desolação saltam a vista do profeta que acompanhou tudo de perto – (II Reis 25 temos um pouco do pano de fundo desta invasão)
            O livro é um poema sombrio de um coração dilacerado pela dor - (Não bastasse o que havia acontecido com seu povo, com ele a vida foi dura – rejeitado durante todo seu ministério, viveu sob a sombra de ameaças de morte o tempo todo, viveu boa parte da vida dentro de um calabouço frio, sombrio e úmido).São cinco capítulos divididos em 22 versículos cada deles começando com uma letra do alfabeto hebraico. A tradição diz que os judeus anualmente liam este livro no mês de julho e choravam juntos a queda de Jerusalém.
            Talvez a pergunta que nos sobrevêm seja: O que é que eu posso aprender com todos estes lamentos?
            Engana-se quem pensa que esta é uma mensagem triste, ela é na verdade um balsamo para a nossa vida – Ela é uma mensagem extremamente útil porque quando menos esperamos as estações da nossa vida muda, a noite e as tempestades nos alcançam – os cenários mudam – De uma hora para outra o telefone toca trazendo uma noticia que nos desestabiliza, os nossos maiores medos nos sobrevêm – Olhamos a nossa volta e não há nada em que podemos agarrar, não há remédios para nossa dor, não há recursos que nos traga esperança – Nestes momentos o dinheiro, a fama, os títulos, a ciência com todo seu ceticismo não podem nos confortar.

O que fazer para ter esperança em um cenário de desesperança?

            Este livro tinha tudo para ser frustrante, mas não é porque Jeremias nos ensina que é possível ter um coração cheio de esperança em um cenário de desolação;

            Nos Capítulos 1 e 2 ele nos dá uma idéia do cenário que esta contemplando (seu presente), no capitulo 3 ele se lembra de sua vida sofrida (Passado) o resultado disto está no versículo 18 “Então disse eu: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no SENHOR.”- 

Muitos de nós estamos assim, olhamos para as circunstancias, para nosso passado e isto nos angustia, tira de nós as forças e a esperança de continuar.

No meio do Caos, no meio das circunstancias mais difíceis é possível ter esperança apenas quando

1-Mudamos o foco de nossas vidas e olhamos para Deus –
            Jeremias diz: “eu quero trazer a memória o que me pode trazer esperança...” ele muda o foco – Ele se propõe a ter uma mudança de mente e de olhar - o passado me traz dor, o presente me causa medo e angustia, mas há um Deus que esta assentado no seu trono. Quando ele faz isto seu coração de lamento se transforma em um coração cheio de esperança, as palavras melancólicas, tristes dão lugar a expressões otimistas que traduzem esperança.

      Esse olhar para Deus muda nossa visão do mundo, das circunstancias, pois as situações se tornam pequenas diante de sua grandeza – E isto acontece não porque enxergo a onipotência de Deus, mas porque eu enxergo um Deus que é:
2.1 – Misericordioso e bom V.22 (חֶסֶד (resed) – zelo, o cuidado, o ardor do coração) - (Lm 3.23)– (Misere – O que sofre  / Cordis – Coração – É o que tem o coração voltado para os que sofrem – Deus não está alheio aos meus sofrimentos – Eu posso ter esperança porque como disse Jó “Eu sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará em meu auxilio” ele não vai me deixar assim – Eu me recuso acreditar que o meu redentor ficar inerte, passivo diante desta situação – Ele vai se levantar e quando isto acontecer tudo será diferente. – Não estamos sozinhos no mundo – Ainda que Ele não nos livre das circunstancias, Ele nos livra nas circunstancias. Deus age com bondade para com todos, mas a misericórdia é para aqueles que tem aliança com Ele, é assim que o termo é usado no A.T) – E o mais profundo é que esta disposição, cuidado de Deus para comigo se renova todas as manhãs.
Jeremias sabia que tudo aquilo era conseqüência do pecado, entretanto havia uma certeza que este Deus era misericordioso.(Porque não são as circunstancias que dizem pra mim que Ele me ama e me quer bem, há dentro de mim está certeza – por isso que Habacuque diz 3.17-18 “ainda que a figueira...”

2.2 – Deus Fiel (אֱמוּנָה – emunah – firmeza, fidelidade, estabilidade, imutabilidade, estabilidade (imutabilidade de Deus) (Lm 3.24) – A fidelidade de Deus, é a capacidade de Deus de cumprir o que nos prometeu –“se formos infiéis Ele permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo”II Timóteo 2.13 - A fidelidade de Deus não é uma qualidade de Deus é parte do próprio Deus, negá-la é o mesmo que negar a si mesmo.
Haverá momentos em nossas vidas em que vamos ser desafiados a escolher entre o que nossos olhos vêem e o que Deus nos diz (há alguns anos antes Deus convidou Jeremias para descer na casa do oleiro (Jeremias 18) e observá-lo fazendo um vaso – Ali Deus estava dizendo – que o vaso seria refeito Jeremias 18.6 “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel."
      Portanto, creia porque é dEle a ultima palavra – Ela não é dos médicos, ela não esta nas mãos do seu chefe, do entrevistador, do avaliador das bolsas de estudo, do gerente geral, do governo e seus governantes –
Deus continua sendo Deus – as próximas paginas da minha vida ainda estão em branco e Ele tem o poder de escrever um nova história e a primeira palavra a ser escrita é um “mas”.



CONCLUSÃO – Portanto, no meio da tribulação, quando tudo parecer contrário, feche os olhos para tudo que esta a seu redor e se lembre: Haverá sempre a possibilidade de um “mas”, desloque seu olhar para o seu Deus que é misericordioso, bondoso e fiel –

Jeremias ainda estava vivo e pode ver com seus próprios olhos o povo regressando, os muros sendo erguidos e as promessas de Deus se cumprindo – Não deixa que as circunstâncias tenham a ultima palavra ela pertence ao Deus.

"E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la."  (Jeremias 1 : 12)
"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?"  (Números 23 : 19)
"Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos."  (Malaquias 3 : 6)
Hebreus 13.8